Odiosvaldo Vigas apresenta indicações que fortalecem a cultura da Capoeira
11/09/2018 06:27 em Politica
Odiosvaldo Vigas (PDT), ex-presidente da Federação de Capoeira da Bahia, apresentou indicações aos governos federal e da capital baiana para que sejam criados os fundos nacional e municipal "em prol da capoeira". Dessa forma, essa manifestação cultural e histórica da Bahia e do Brasil receberia incentivos financeiros e fiscais específicos para seu desenvolvimento, aperfeiçoamento e outras vantagens que a protejam e a incentivem.
Vigas, candidato a deputado federal, salienta que "a capoeira é um patrimônio imaterial e um marco na nossa identidade baiana e brasileira. É difundida em vários países e os grupos, associações e federações não têm apoio dos poderes público e privado, seja material ou financeiro". O vereador frisa ainda que os grupos de capoeira realizam um trabalho social e de integração, principalmente nas comunidades mais carentes, com crianças e adolescentes em situação de risco. As indicações agora serão encaminhadas ao prefeito de Salvador e para a presidência da República.
A capoeira ou capoeiragem é uma expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música. Desenvolvida no Brasil por descendentes de escravos africanos, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando primariamente chutes e rasteiras, além de cabeçadas, joelhadas, cotoveladas, acrobacias em solo ou aéreas.
Uma característica que distingue a capoeira da maioria das outras artes marciais é a sua musicalidade. Praticantes desta arte marcial brasileira aprendem não apenas a lutar e a jogar, mas também a tocar os instrumentos típicos e a cantar. Um capoeirista que ignora a musicalidade é considerado incompleto. Considera-se que a capoeira tenha surgido em fins do século XVI no Quilombo dos Palmares, situado na então Capitania de Pernambuco.
A Roda de Capoeira foi registrada como bem cultural pelo IPHAN em 2008, com base em inventário realizado nos estados da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, considerados berços desta expressão cultural. E em 2014, recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
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