Médica Margarida Dantas homenageada na Câmara
Médica Margarida Dantas homenageada na Câmara Nefrologista fez apelo por mais recursos para atendimento a renais crônicos Natural de Acari, no Rio Grande do Norte, a médica Margarida Maria Dantas Dutra, coordenadora do Serviço de Nefrologia e Hemodiálise do Hospital Português, foi homenageada na noite desta quarta-feira (14) pela Câmara Municipal com a concessão do Título de Cidadã de Salvador. Ao agradecer a honraria, ela lamentou que o número de transplantes renais esteja “muito aquém do necessário em nosso estado”. E fez um apelo à Casa, “para ajudar nesta difícil missão, a luta em prol dos pacientes renais”. O autor da iniciativa, vereador Odiosvaldo Vigas (PDT), que também é médico, justificou a cidadania soteropolitana ressaltando a participação de Margarida Dantas nas equipes pioneiras em transplante renal na Bahia. Lembrou que, entre outros destaques, que a médica fez parte, em 1980, da equipe que realizou o primeiro transplante renal com doador vivo na Bahia, no Hospital Português. Além disso, acrescentou que em 1988 realizou, junto com a equipe de nefrologia do Hospital Ana Nery, o primeiro transplante renal em hospital público no estado. E em 1989, também com a equipe de nefrologia do Hospital Português, realizou o primeiro transplante em criança na Bahia. Margarida Dantas formou-se em Medicina em dezembro de 1973, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e mudou-se para Salvador em janeiro de 1974, tendo passado em primeiro lugar no concurso para residência médica em Clinica Medica no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Ufba). De 1977 a 2011, segundo o vereador Odiosvaldo Vigas, a homenageada “contribuiu, como professora, na formação de vários nefrologistas na Bahia, que realizaram especialização ou residência nos hospitais Ana Nery, Hupes e Português”. Colapso “Estamos vivendo momentos difíceis no financiamento da saúde pública no nosso país, particularmente na nefrologia. O Brasil atualmente tem cerca de 120 mil pacientes em programa de diálise, cerca de 6 mil na Bahia, 85% patrocinados pelo SUS. Nestes últimos 10 anos, enquanto o número de pacientes aumentou em cerca de 80%, o número de unidades de diálise cresceu apenas 15% e vários serviços estão fechando em todo o país, pelo não reajuste dos valores pagos pelo SUS há três anos e meio, apesar do aumento de insumos, na maioria importados, e dos reajustes trabalhistas”, revelou Margarida Dantas. Segundo ela, a Bahia possui 35 serviços de hemodiálise, sendo 24 no interior e 11 em Salvador. “Aqui perdemos o excelente Serviço de Hemodiálise e Transplante Renal do Hospital Espanhol e o Hospital Universitário Professor Edgard Santos também fechou sua unidade para reforma, atendendo apenas à demanda interna”, lamentou, identificando um “colapso no atendimento aos pacientes renais na nossa cidade”. Por conta desse quadro, garante que 108 pacientes aguardam vaga em unidades de hemodiálise na capital baiana. Margarida Dantas integra a Câmara Técnica de Transplante da Sesab-SUS, o Comitê de Ética da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Comitê de Ética do Hospital Português e o Departamento de Transplante da Sociedade Brasileira de Nefrologia. A homenageada foi conduzida ao Plenário Cosme de Farias pelo filho, Fábio Dutra, também nefrologista. A mesa foi formada com o marido de Margarida Dantas Dutra, o cardiologista João Dutra de Almeida; o nefrologista Ernane Gusmão e o coordenador do Serviço de Transplante Hepático do Hospital Português, Jorge Bastos.
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